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segunda-feira, 6 de junho de 2016

XADREZ PARA TODAS AS IDADES

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a saúde é o mais alto estado do vigor mental e físico, a qual colabora para o equilíbrio e completo bem-estar. O Xadrez, criado há mais de 3 séculos antes de Cristo é praticado atualmente, sobre um tabuleiro de 64 casas, em que se fazem mover diversas peças ou figuras. Hoje o Xadrez é o segundo esporte mais praticado no mundo, fascinando milhões de pessoas em diversas partes do planeta. A utilidade do Xadrez se expande para as mais diversas áreas de conhecimento, dentre elas, a matemática, na computação, na administração e até no desenvolvimento de outras modalidades esportivas, o que contribui para uma boa saúde.

A maior comprovação da contribuição do Xadrez para a saúde, vem dos primórdios da origem do xadrez. Conta a lenda que um determinado rei recebeu a notícia que seu filho havia falecido em uma guerra. O rei então se recolheu e seus aposentos e só aparecia para receber seus ministros e sábios. Com o passar dos dias, mais se agravou angústia e a tristeza que oprimiam o coração do rei. De que poderiam servir os ricos palácios, os elefantes de guerra, os tesouros imensos, se já não mais vivia a seu lado aquele que fora sempre a razão de sua existência? Depois de alguns dias surgiu um moço pobre e modesto que se chamava “Lahur Sessa” querendo falar com o rei já a muito tempo. O rei resolveu atender o pobre moço que queria lhe dizer que inventou um jogo que pudesse distraí-lo e abrir seu coração para novas alegrias. O rei achou o jogo tão interessante que começou a aprender a jogar. Em poucas horas de aprendizado e muitas perguntas o rei começou a derrotar os seus dignos vizires e começou também a se sentir mais feliz. O jogo naquela época, com formato original, simulada uma Guerra de dois exércitos. Com o tempo, o jogo foi evoluindo até chegar aos dias atuais com esta forma que conhecemos e regras que jogamos.

De acordo com o artigo científico “Xadrez para maturidade como terapia ocupacional”, de Elias Vidal Bezerra Junior, da Universidade Federal de Pernambuco, o xadrez está sendo também usado como terapia ocupacional para adultos e pessoas da terceira idade.

Segundo o estudo, quando a pessoa joga  xadrez, ela está desenvolvendo a coordenação motora estática. Ao concentrar, o indivíduo consegue um estado  de relaxamento das estruturas cerebrais. Ao mesmo tempo, estimula  áreas mentais que ajudam no desenvolvimento da memória, paciência, autocontrole, criatividade, raciocínio lógico, espírito de decisão, entre outros. ” Uma mente saudável traz benefícios ao nosso corpo e consequentemente à nossa vida”, afima o estudiosos em seu artigo.

HISTÓRICO e GRATIDÃO

HISTÓRICO E GRATIDÃO

Comecei a aprender jogar Damas um pouco tarde pois já estava então com mais de 12 anos. Enquanto aprendia as dicas com os mais experientes conversava com outros colegas praticantes do Xadrez. E me diziam maravilhas e também provocavam-me com piadinhas, tipo: "Dama é jogo para mulheres! Rss...rsss.."A oportunidade real de aprender a praticar a Arte de Caissa só veio durante o tempo da faculdade. Já como professor de matemática, lá pelos idos de 1983, comecei a despertar nos meus pupilos o interesse pela prática enxadrística ministrando-lhes os primeiros conceitos básicos. A seguir, com a participação de alguns colegas (Prof. Chiquinho, principalmente), ou sozinho, implementei projetos de xadrez escolares onde além das aulas convencionais, estimulava-os a disputarem partidas virtuais, a lerem poemas de Cecília Meireles e de Fernando Pessoa entre outros, a participarem de concursos de confecção de peças e tabuleiros que promovíamos na escola além de competirem em torneios inter-classes (vide nossa Galeria de Fotos). 

Já com a Matemática, no início, lá pelas 3ª série do EF (1964), tive dificuldades para operar a divisão com três algarismos no divisor. Sem contar o terror que a didática de minha professora tocava em mim também tinha como concorrente o meu foco excessivo numa diversão chamada futebol. Nem meus primos superdotados nessa disciplina conseguiam me ajudar a sanar minhas dúvidas. Tive que me submeter as aulas particulares da Profa. Áurea, na Escolinha do Centro Espírita-Av. Goiás. E quem me tirou dúvida nem foi ela e também meu saudoso primo, Manoel de Quintino, que em poucos minutos sanou a minha grande dúvida! Algumas áreas da Matemática sempre me atraíram, como a Geometria, uma parte da Álgebra e a Estatística. Esta última tive que aprender um pouco dela nos livros pois nunca tive oportunidade nas escolas por onde passei. Mas a parte mais interessante da matemática foi com os Desafios Lógicos, que tive maiores contatos já na Sala de Recursos de Altas Habilidades/Superdotação /Secretaria de Educação do DF, onde fiz parte do quadro de Tutores por sete anos consecutivos. E foi um aprendizado e tanto. Pois lá, tive também a oportunidade de aprender com profissionais bastante  qualificados. Minha eterna gratidão a todos eles, em especial a(o)s colegas Maurício Schelb, Maira Schelb, Rubens Canaan e a Psicóloga Andréa, pela amizade, suporte e ótima convivência Às colegas Profas. Renata Santos Silva e Ana Paula Poças Zambelli  pelo convite para a área e apoio incondicional, à Profa. Dra. Renata Rodrigues Maia pela criação nacional do NAAH/S e suporte a nossa Sala, às Profas. Dras. Denise Fleith e Ângela Virgolim (UnB) pela orientação psicopedagógica na área. Não poderia deixar de lembrar também a boa vontade das nossas colegas diretoras Maria Izenaura (CEMPF) e Simone (EC411 Norte) pelo apoio logístico em sediar nossas Salas de Recursos.

O contato e aprendizagem na área de Ciências Espaciais só aconteceu em 2006 devido aos contatos do Profs. Mauricio Schelb e Maira Schelb com a Agência Espacial Brasileira-AEB. As nossas participações nas Feiras Nacionais de Ciências e Tecnologias, do MCT-Ministério das Ciências e Tecnologias também colaboraram nesse aprendizado, culminando com as nossas participações nas II e IV Jornada de Astronomia e Astronáutica naquele ano e seguintes. O contato com especialistas dessa área foi preponderante para abrir novos horizontes em minha carreira docente. A capacitação visando a preparação de oficinas de astronáutica em parceria com a OBA, através de seu Presidente Prof. Dr. João Batista Garcia Canalle, também marcaram significativamente meu envolvimento com essa área. 

Obrigado ao Prof. Canalle e aos irmãos Schelb pelo apoio moral e profissional. Todos vocês são especiais para mim!


Já o aprendizado em Astronomia remonta a chegada do Cometa Halley, em 1986, e logo depois colaborando com a fundação do Clube de Astronomia de Brasília-CAsB (em 1988), juntamente com os amigos Nelson Rank, Francisco Abreu, Antonio Benazzi, Wilton Costa, Francisco Lacerda entre muitos, porém não menos importantes. Foi nessa instituição que aprendi a conhecer o céu de Brasília e do Brasil com seus fenômenos e fatos corriqueiros que até então para mim ainda não eram sequer "caixinhas de jóias"! Hoje tento disseminar essas informações que vocês me repassaram e até hoje continuam a fazê-lo, mensalmente, com as já famosas exposições de telescópios no evento  Astronomia na Praçana nossa Capital da Esperança. Obrigado a todos que contribuiram para minha melhor aprendizagem de nosso espaço celeste!